Da Redação
O candidato a senador pela coligação Força do Povo Marcelo Miranda (PMDB) disse em entrevista à TV Anhanguera, nessa quinta-feira, 2, que não há "plano B" para o caso de ter de sair da disputa por ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A expectativa era de que seu caso fosse a julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esta semana, o que não se confirmou. O recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que confirmou a candidatura de Marcelo, agora pode ser julgado semana que vem.
Marcelo, governador cassado pelo TSE em 2009, por abuso de poder político nas eleições de 2006, ainda fez críticas à Ficha Limpa. Para ele, a nova lei que impede a candidaturas de políticos com condenações tem algumas brechas e algumas questões que deveriam ter sido mais amadurecidas. “Para que todos se conscientizassem da importância que seria esse projeto", defendeu.
O ex-governador declarou que não há “plano B” em resposta à pergunta sobre a possibilidade de sua esposa, Dulce Miranda (PMDB), substituí-lo no caso de seu afastamento.
Dulce Miranda também foi envolvida em escândalos levados a público no ano passado pela revista Veja, a partir de denúncias de sua ex-assessora Ângela Costa Alves à Polícia Federal. Em depoimento à PF, Ângela disse que Dulce usou uma empresa para superfaturar e realizar shows fantasmas. Ainda, segundo a ex-assessora, a ex-primeira-dama fazia compras e gastos particulares, que somariam milhões de reais, com verba do gabinete do governador.
No dia 16, a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau emitiu parecer pelo provimento dos recursos do Ministério Público Eleitoral do Tocantins, do PSDB e da coligação "Nova União do Tocantins" pela inelegibilidade do ex-governador. (Com informações do Jornal do Tocantins)
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