Valmir Araújo
Da Redação
Um mesmo inquérito apura a série de denúncias de supostas ações de corrupção no governo Marcelo Miranda (PMDB). Uma delas, de distribuição de material esportivo ás vésperas da eleição municipal de 2008, completa um ano. No decorrer desse tempo, esses escândalos ganharam destaque na mídia nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Marcelo e o Ministério Público Estadual (MPE) informa prosseguir com as investigações das denúncias.
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No MPE todas as denúncias foram encaminhadas ao promotor Cézar Simoni, que montou um mesmo inquérito para verificar as possíveis irregularidades no governo Marcelo Miranda. Entretanto, em outubro de 2009 este promotor assumiu novas funções no órgão e passou as investigações das denúncias ao promotor Adriano Cesar Pereira Neves.
A assessoria de Adriano Neves informou ao CT que as investigações não estão paradas. Segundo informações, o promotor vem trabalhando, ininterruptamente, no caso. Recentemente, o responsável pelo caso no MPE teria requisitado mais informações para apuração das denúncias que apontam improbidade administrativa na gestão do ex-governador Marcelo Miranda.
Denúncias
O jornal Folha de S. Paulo publicou em sua edição de 26 de abril de 2009, uma denúncia grave de escândalo de desvio de conduta no governo do Tocantins. Segundo o jornal, o governo estaria distribuindo materiais esportivos, como bolas e camisas, para candidatos aliados nas disputas municipais em 2008. Após este fato uma serie de denúncias apontavam existência de corrupção no governo Marcelo Miranda.
Menos de um mês após a primeira denúncia grave do governo do Tocantins na mídia nacional surgiu outra. Dessa vez foi a revista Veja, que narrou através de depoimentos de uma ex-funcionária do gabinete da primeira-dama a Polícia Federal um suposto esquema de corrupção no governo.
Ângela Costa Alves, ex-assessora da primeira-dama Dulce Miranda, contou à Polícia Federal que através do gabinete o governo desviava dinheiro público. A ex-servidora também descobriu um forte esquema de corrupção na realização de shows no interior, pagos com dinheiro do governo estadual. Estes eram superfaturados e parte desse dinheiro ilícito serie entregue, diretamente, a Dulce Mirada – segundo depoimentos de Ângela.
Após as denúncias, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) investigou e também constatou que shows pagos pelo governo no ano de 2006 não teriam sido realizados. O TCE condenou o secretário responsável, o secretário da Juventude Ricardo Ayres terá que restituir aos cofres públicos com a quantia de R$ 514,9 mil. No entanto, o Tribunal não aplicou multa ao ex-governador Marcelo Mirada.