Da Redação
Um conjunto de 18 páginas de depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF) revelam bastidores do suposto esquema de desvio de verba de contratos da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) no Estado do Tocantins e apontam ainda possível envolvimento do secretário estadual de Infraestrutura, José Edmar Brito Miranda, e do deputado federal Osvaldo Reis, presidente do PMDB tocantinense.
Ambos negam participação nas irregularidades que são alvo de investigação pelo MPF, com apoio da Controladoria-Geral da União e Polícia Federal. O inquérito até mesmo já resultou numa ação cívil pública movida pelo MPF, com pedido de ressarcimento aos cofres públicos de um montante de quase R$ 3 milhões.
Acusação
A suspeita da ligação de Brito Miranda e Osvaldo Reis com o esquema foi divulgada nessa terça-feira, 14, na Folha Online, versão eletrônica do jornal Folha de S.Paulo.
O CT obteve cópias dos depoimentos de dois engenheiros, presos durante a operação Covil, desencadeada pela PF no dia 26 de maio (confira abaixo).
Clique aqui e saiba tudo sobre a operação Covil realizada no Tocantins
Depoimentos
São dois os depoimentos feitos no dia 15 de junho de 2009 ao MPF. O mais contundente é o de Francisco de Paula Vitor Moreira, engenheiro e apontado nas investigações da Procuradoria da República no Tocantins como articulador do esquema. Ele é quem aponta, conforme a cópia do depoimento, a ligação de Brito Miranda e Osvaldo Reis no esquema e afirma que o esquema até mesmo beneficiaria campanhas políticas. Já o outro depoimento, do também engenheiro Lázaro Harley de Assis se concentra apenas em questões técnicas e de irregularidades nas obras.
Leia, na íntegra, o depoimento de Francisco de Paula Vitor Moreira
Veja a cópia do relato de Lázaro Harley Assis feito ao MPF do Tocantins