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Advogado da Força do Povo ingressará com ações contra prefeito e outros envolvidos no que chama de "farsa”

01/09/10 10h30

Da Redação

Advogado da coligação Força do Povo, encabeçada pelo candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB), Sérgio do Vale, informou nesta manhã que vai mover ações – inclusive criminais – contas todos os envolvidos no que chama de “farsa” – a denúncia de “compra" de lideranças feita nessa terça-feira, 31, pela senadora Kátia Abreu (DEM) contra o grupo governista.

“Nós vamos interpelá-los judicialmente e mover ações criminais contra todos”, disse Vale. Segundo ele, as minutas das ações a serem interpostas já estão prontas e tão logo as peças estiverem completas, a imprensa será informada.

A senadora Kátia Abreu foi nesta terça ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal protocolar denúncia que seria baseada em relatos do prefeito de Fortaleza do Tabocão, João Batista de Oliveira, o João Tabocão (PMDB), de suposta tentativa de compra de apoio. O suposto preço a ser pago por aliados de Carlos Gaguim ao prefeito seria de R$ 300 mil.

Logo após a denúncia e declarações da senadora, o prefeito negou tudo. "Desconheço tudo isso", garantiu em entrevista ao CT. Disse também que nunca foi à Polícia Federal, acompanhado de Kátia, como esta havia informado, que nunca recebeu treinamento para gravar o suposto aliciamento, que nunca tentou gravar nada e que não viu qualquer tentativa de "compra de ninguém". "Não sei de nada disso, não vi nada disso, respeito a senadora, mas nada disso nunca ocorreu", garantiu o prefeito.

Já na edição desta quarta-feira, 1, do Jornal do Tocantins, Tabocão traz outra versão para os fatos. Agora, ele diz que realmente iria "realizar um flagrante para descobrir a possível compra de votos". “Fiz a queixa para o doutor Hugo (Hugo Hass, delegado da PF), que me passou para o doutor Leonardo para armar um flagrante para nós pegar (sic) eles me entregando o dinheiro", afirmou o prefeito ao jornal.

Dividendos
Para Vale, trata-se de uma ação de cunho eleitoreiro por parte da oposição contra o governo e, por isso, não descarta ingressar no Judiciário com representações eleitorais. “Porque na verdade eles tentam tirar proveito eleitoral dessa prática absurda que eles estão fazendo: criando fatos para gerar dividendos eleitorais sem se preocupar com nenhum reflexo político em cima disso”.

O advogado alega que, diante de tantas contradições, está “comprovado” que trata-se de “fato criado” para desviar o foco eleitoral “sem nenhuma preocupação com o reflexo até criminal destas condutas”.

“A história inicial foi totalmente, mas por completo, desmentida por eles mesmos. Toda a história que eles montaram inicialmente - e convoca-se coletiva para fazer essa informação -, eles mesmos, no final da tarde, desmentiram. Nunca houve proposta de qualquer vantagem, seja ela de qualquer forma, seja por parte do governador ou de qualquer um dos aliados dele”, declarou o advogado.

“O proveito eleitoral daquela farsa montada pode e deve sim ser responsabilizados aqueles que causaram o prejuízo”, enfatizou.

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