O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sipocito), em nota enviada nesta terça-feira, 13, se posicionou a respeito do fato que ocorreu em Xambioá no domingo, 11, quando ficou registrada a ausência do delegado daquele município para receber uma ocorrência. Segundo a nota, “o descaso da atual administração da Secretaria de Segurança Pública (SSP)”, é alertada constantemente pelo sindicato.
De acordo com a nota, existe uma “superlotação nos estabelecimentos prisionais”, “falta de estrutura física das cadeias, delegacias” e um “jogo de empurra do sistema penitenciário entre as Secretarias de Segurança e Cidadania e Justiça”.
O sindicato também enfatizou que “diante do ocorrido, se sente na obrigação de reiterar as reivindicações, para um compromisso maior e urgente do governo do Estado para com a segurança pública”.
Leia a íntegra da nota
"O SIPOCITO tem a obrigação de informar à sociedade das atuais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de segurança pública. O descaso da atual administração da SSP, que vem sendo alertada constantemente por esta entidade sindical, das dificuldades pelas quais a Instituição Polícia Civil esta passando:
* falta de estrutura física das cadeias, delegacias, IML, Postos de Criminalística e de Identificação;
* superlotação nos estabelecimentos prisionais, ocorrido após a rebelião que destruiu o Presídio Barra da Grota em Araguaína- dez/2009;
* falta de pessoal para prestação de um bom serviço a sociedade;
* falta de equipamentos necessários ao desempenho das funções e
* “jogo de empurra” do sistema penitenciário entre as Secretarias de Segurança e Cidadania e Justiça, entre outros.
Todos esses fatores reunidos, provocam situações como a ocorrida no ultimo fim de semana e quando informamos e cobramos ações dos responsáveis, é para evitar que situações como essa aconteçam.
Diante do ocorrido, nos sentimos na obrigação de reiterar nossas reivindicações, para um compromisso maior e urgente do governo do estado para com a segurança pública, promovendo a contratação emergencial de servidores para a estrutura da Secretaria de Cidadania e Justiça, viabilizando que a mesma assuma de fato as cadeias e presídios de nosso Estado, retornando os agentes penitenciários para a atividade fim de polícia judiciária, além de buscar convênios na esfera federal, para a construção e reforma das unidades policiais e planejando as ações futuras para um combate eficiente e eficaz contra o crime, efetivando a autonomia administrativa e financeira da Polícia Civil, para que a mesma não permaneça refém dos gestores de segurança pública (cargo político)". (Da assessoria de imprensa do Sipocito)