Patrícia Saturno
Da Redação
O presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Tocantins, capitão Luis Chaves, questionou a polêmica em torno da obrigatoriedade da filiação dos policiais beneficias com as indenizações à Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Tocantins (ASPBMETO).
Essa é uma condição determinada por decisão da Justiça, mas a oposição alega que é inconstitucional. Chaves defende que o projeto seja aprovado da forma como está, para que, assim, seja dada continuidade a outros debates que considera mais relevantes, como é o caso dos policiais que não foram beneficiados com o acordo; o fato de a PM, segundo ele, estar há mais de 5 anos sem aumento salarial, entre outros.
Ele questionou o motivo de membros do comando da polícia, ligados ao governo do Estado, terem se reunido com os oposicionistas para discutir a proposta de emenda ao projeto de lei do Executivo. Chaves considera que são justamente esses integrantes do governo que estão questionando a lei apresentada. “Se são da base do governo, porque procurar a oposição?”, questionou. Para ele, soa como uma tentativa de tumultuar o processo.
Ainda de acordo com o presidente da associação, se reuniram nesta manha com a oposição o comandante geral da Polícia Militar, Joaidson Torres de Albuquerque, o chefe do Estado Maior, Eudilon Donizete Pereira, o comandante geral do Corpo de Bombeiros, Admivair Silva Borges, além de outros oficiais.
“Isso mostra que esse governo não tem comando”, declarou.
Luis Chaves é o PM que se acorrentou a um poste em frente ao Palácio Araguaia, em dezembro do ano passado, pedindo audiência com o governador e o pagamento das indenizações.