24/08/11 09h10 24/08/11 09h10

Kátia diz que Hidrovia Araguaia-Tocantins é prioridade e pede a Dilma a conclusão da obra

Da Redação

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins, senadora Kátia Abreu, anunciou na segunda-feira, 22, que a conclusão da Hidrovia Araguaia-Tocantins é uma de suas principais bandeiras. O anúncio foi feito em Palmas, durante o Iº Encontro de Secretários de Agricultura do Tocantins. O encontro será estendido para todos os Estados do País.

O evento aconteceu no auditório do Comando da Polícia Militar nessas segunda e terça-feira, 23, e reuniu os secretários municipais de agricultura e presidentes de sindicatos rurais dos 139 municípios tocantinenses.

Kátia Abreu discorreu sobre o tema “O Brasil e o Tocantins no caminho certo”. De início, a presidente da CNA explanou sobre a agricultura no Brasil. Segundo sua assessoria, a senadora mostrou que o agronegócio é responsável por 22,40% do PIB brasileiro e por 37,9% das exportações brasileiras. Lembrou ainda que o Tocantins tem a mesma vocação para o agronegócio.Ou seja, possui terras agricultaveis em abundância e uma boa logistica de transporte.

A presidente da CNA enfatizou também que para a região se desenvolver ainda mais é preciso investir na Hidrovia Araguaia Tocantins. A obra para ser concluída deve custar cerca de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos e vai beneficiar não só o Tocantins, mas também os estados do Pará, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, toda a região Norte do País. Inclusive, a zona Franca de Manaus também pode escoar a produção via hidrovia a um custo menor.

Kátia, em audiência na noite dessa terça-feira, 23, pediu à presidente Dilma Roussef a conclusão da Hidrovia Araguaia–Tocantins. A senadora apresentou à presidente, no Palácio do Planalto, também uma proposta de política agrícola voltada para a renda dos produtores rurais e para a estabilidade da produção de alimentos no País. Acompanhada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, a presidente Dilma manifestou seu apoio às mudanças necessárias ao setor.

Esta nova proposta vem sendo construída pela CNA desde 2008, em conjunto com os ministérios da Agricultura e da Fazenda. Durante a audiência, a senadora Kátia Abreu defendeu a necessidade de uma política agrícola que leve em consideração as características atuais do setor agropecuário, garantindo o acesso do maior número de produtores.

Kátia defendeu na conversa com a presidente a necessidade de investimentos em logística de transporte do chamado Arco Norte. Segundo a senadora Kátia Abreu, “esses investimentos são essenciais para garantir a expansão da agropecuária na região Centro-Oeste e do chamado Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia)”. Explicou que houve uma mudança na geografia da produção agropecuária nos últimos anos: as regiões agrícolas localizadas no Norte e Nordeste, metade norte da região Centro-Oeste e norte do Estado de Minas Gerais produziam, em 2001, apenas 32% da produção nacional de milho e de soja. Hoje, essas regiões colhem 52% do total produzido no País.

No entanto, os sistemas do norte do País respondem por apenas 16% do escoamento destes grãos, enquanto os portos do Sul e do Sudeste continuam embarcando 84% das exportações. A presidente Dilma Rousseff convidou a senadora Kátia Abreu para apresentar as propostas de logística para o Centro-Norte, com destaque para as hidrovias da região, como as dos rios Teles Pires-Tapajós e Tocantins, no Conselho do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Concurso
Durante o evento, a presidente da CNA e da Faet lançou o prêmio para os cinco secretários de agricultura que mais fizeram o PIB do município crescer " com o aumento da produção, geração de mais emprego e renda para os moradores dos seus municípios.

Depois do evento, Kátia se reuniu com os presidentes dos sindicatos rurais do Estado na sede da Federação da Agricultura. Entre os assuntos em pauta estavam o novo código florestal e o cartão do produtor que foi lançado pela CNA para facilitar a vida do homem no campo. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Faet e da CNA)
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