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Marcela quer nova eleição e urna eletrônica é verificada para mostrar segurança

08/10/08 16h59

Da Redação

A Justiça Eleitoral realizou em Colinas, na tarde desta quarta-feira, 8, uma cerimônia de verificação de urna eletrônica. A medida teve o objetivo de demosntrar a segurança da urna e que os lacres que garantem tal segurança não teriam sido violados. A medida  foi realizada para responder ao questionamento da coligação da candidata Marcela Cardoso (PMDB) que protocolou uma ação pedindo nova eleição. A violação em urna eletrônica durante a eleição na cidade foi um dos argumentos utilizados na ação.

Além de suposta violação, também foi alegado  parcialidade por parte do chefe de cartório da cidade, Gesiel Carvalho de Oliveira; compra de votos e defeito em urnas. A coligação alega que ao digitar um número, eleitores teriam informado, por exemplo, que a foto de outro candidato apareceria na tela das urnas.

A cerimônia de verificação ocorreu no Cartório Eleitoral quando foi verificada a urna utilizada na sessão 147 do Colégio João XXIII. Participaram da averiguação a junta de apuração, representante da OAB, do Ministério Público, além dos advogados da coligação interessada na ação.

O processo pedindo a realização de nova eleição foi protocolado nessa terça-feira, 6, e a previsão é a Justiça Eleitoral julgue ainda esta semana, em 1ª instância. O Portal CT solicitou formalmente ao Cartório cópia da ação protocolada, mas não obteve resposta até o momento.

O chefe de cartório acusado de tomar parte na eleição de José Santana nega que tenha havido parcialidade. Ele disse que a principal demonstração de que não teria havido parcialidade é o fato de apenas a coligação de Marcela está fazendo a acusação. “Tem outra candidata que também perdeu e a coligação veio até nós nos parabenizar pelo bom trabalho que fizemos”, afirmou.

O chefe de cartório ainda declarou que “desde o início da campanha” a coligação da candidata peemedebsta teria causado problemas, tendo cometido, segundo ele, “vários crimes eleitorais em desrespeito à legislação”. “Diariamente recebíamos denúncias. A gente verificava e notificava a juíza e isso eles diziam que estava sendo parcial. Se fossemos parciais, teríamos feito com a outra coligação também”, declarou.

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