12/07/11 10h32 12/07/11 10h32

Seminário do Capim Dourado e Buriti será realizado terça-feira no Sebrae

Da Redação

Programação
Local: Auditório do SEBRAE localizado na Quadra 102 Norte, Av. LO - 4, Lote 1
14h - 14h20 - O Potencial de produtos do Cerrado para conservação e desenvolvimento de comunidades rurais (Isabel Figueiredo, ISPN)
14h20 - 15h05 - Principais resultados das pesquisas com capim-dourado e buriti (Isabel Schmidt e Maurício Sampaio, PEQUI)
15h20 - 16h - Experiência do Parque Estadual do Jalapão e comunidades da região na implementação das políticas públicas referentes ao capim-dourado e buriti (representante do PEJ e representante de associações extrativistas)
16h - 16h20 - Papel do poder público e diretrizes para o manejo sustentável de capim-dourado e buriti (representante do Naturatins)
16h20 - 17h - Experiência do uso de fogo para manejo de UCs (Kátia Torres Ribeiro, ICMBio)
17h - 17h30 - discussão e encaminhamentos
Em busca de alternativas sustentáveis para o extrativismo e produção artesanal das comunidades jalapoeiras, será realizado nesta terça-feira, 12, às 14 horas, na sede administrativa do Sebrae, em Palmas, o I Seminário Capim-dourado e Buriti. No evento, serão apresentados os resultados de oito anos de estudos e práticas de manejo das plantas, pelos pesquisadores da Ong Pesquisa e Conservação do Cerrado - Pequi, a bióloga Isabel Schmidt, doutora em botânica pela Universidade do Hawaii, e o engenheiro florestal Mauricio Sampaio, doutorando em biologia vegetal pela Unicamp.

A pesquisa é fruto de demandas das próprias comunidades jalapoeiras, que pediram apoio dos órgãos ambientais do Estado para estabelecer regras para a coleta do capim-dourado e do buriti. Extrativistas e artesãos das várias comunidades do Jalapão são unânimes em apontar a coleta ilegal causada pelo tráfego do capim-dourado como o principal fator de risco para a sustentabilidade da planta.

Presente em uma reunião com a Pequi no último sábado, 9, no Centro de Educação Ambiental de Mateiros, a artesã Elzita Evangelista, diretora administrativa da Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros - ACAPPM, reclamou que o tráfego do capim-dourado é muito intenso, principalmente no período de julho a outubro, e isso, em pouco tempo, inviabilizaria a trabalho dos artesãos nativos da Região. “As pessoas vem aqui, colhem o capim-dourado sem permissão, fora da época apropriada e isso prejudica muito o nosso trabalho. Por isso pedimos ajuda”, enfatizou.

A pesquisadora Isabel Schmidt explicou que as pesquisas, desde o início, ajudaram na elaboração das resoluções que disciplinam a coleta do capim-dourado. “O Naturatins se apoiou em nossos dados para regulamentar o uso sustentável do capim-dourado e do buriti, mas ainda assim, a fiscalização precisa ser melhorada para inibir a coleta ilegal”, defendeu.

Desafios

Para Schmidt, pelo menos dois desafios precisariam ser solucionados para que o extrativismo continue a beneficiar as famílias e as comunidades jalapoeiras: o manejo do fogo e a organização dos grupos extrativistas. “O uso do fogo é importante para a rebrota do capim-dourado, mas ao mesmo tempo, é uma ameaça para o buriti e pode empobrecer o solo se for feito de forma descontrolada”, alegou. “Por isso incentivamos uma frequência maior para a realização da queima no mesmo campo”, concluiu.

O Seminário é realizado pela Pequi, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Instituto Sociedade Pesquisa e Natureza - ISPN, Naturatins, Ruraltins e Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semades.
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