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CGU diz que há diversas irregularidades no esquema de desvio de dinheiro público

26/05/09 15h07

Cleber Toledo
Da Redação

Ouça entrevista com o coordenador-geral de Operações Especiais da Controladoria-Geral da União (CGU), Israel Carvalho
O coordenador-geral de Operações Especiais da Controladoria-Geral da União (CGU), Israel Carvalho, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 26, que há diversos tipos de irregularidades no esquema de desvio de dinheiro público envolvendo funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), empresas e governo do Tocantins.

Entre as irregularides encontradas estão sobrepreços, indícios de fraude em licitação, conluio na montagem de licitação, participação de engenheiros de órgãos federais dando suporte a empresas particulares, entre outras. "Quem elaborou os projetos era quem estava fiscalizando a obra, o que não poderia ocorrer", disse Carvalho, numa referência aos engenheiros da Funasa envolvidos.

Segundo ele, nos trabalhos normais que a CGU desenvolve, no final de 2007 e início de 2008, foram identificados algumas irregularidades e alguns desvios de recursos públicos em convênios celebrados pela Funasa com municípios do Tocantins.

Então, a CGU entrou em contato com o Departamento da Polícia Federal e se iniciou uma investigação conjunta, que levou o nome de Operação Covil. Com o avanço das investigações, constatou-se também irregularidades em convênios celebrados com o governo do Tocantins para a realização de obras em alguns municípios.

Carvalho explicou que a CGU e a PF trabalharam sobre uma amostra de convênios e contratos. No caso dos convênios com o governo do Estado, a responsabilidade pela licitação cabia ao Executivo tocantinense. Já nos convênios com as prefeituras, a licitação era de responsabilidade da Funasa.

O coordenador da CGU explicou que foram encontradas irregularidades em dois contratos do governo do Tocantins com empresas e também em quatro convênios federais entre Estado e Funasa.

Da Operação Covil, uma alusão a “ninho de serpentes”, participam 160 policiais federais e 22 analistas da CGU. Foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em várias entidades públicas, dentre eles: Funasa em Brasília, Coordenação Regional da Funasa no Tocantins, Secretaria Estadual de Infra-Estrutura do Tocantins, Departamento de Estradas de Rodagem do Tocantins (Dertins), prefeituras municipais de Santa Fé do Araguaia, Cachoeirinha, Praia Norte, Carrasco Bonito, São Sebastião do Tocantins, Pedro Afonso e Bom Jesus do Tocantins. Há buscas também em construtoras, escritórios e residências situadas no Estado e no Distrito Federal.

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