
Senadora Kátia Abreu compondo mesa no seminário da Juventude Democratas
Aquiles Lins
Da Redação
A senadora Kátia Abreu (DEM) confirmou na tarde desta sexta-feira, 25, durante rápida participação no seminário organizado pela Juventude Democratas do Tocantins, em Palmas, que se sente desconfortável no DEM. “Eu estou desconfortável mesmo com meu partido, meu partido não está bem, está na UTI, devido a crises internas e divisão política. Um partido de oposição, num governo forte como esse, uma oposição pequena e ainda dividida. Divergência interna deve ter, mas você tem que brigar para dentro, mas meu partido está brigando para fora”, afirmou.
Embora insatisfeita com os rumos atuais do partido, a senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) negou os rumores de que esteja em conversações para filiar-se ao PMDB ou ao PSB. “Nunca procurei, nunca conversei com ninguém no Tocantins sobre esse assunto político. Por enquanto, estou no Democratas”, enfatizou.
A senadora disse que também a acredita no senador Agripino Maia, que será o novo presidente do DEM, em eleição no dia 15 de março, para tirar o partido da crise. “Acredito no meu líder Agripino, que será o novo presidente, quero dar a ele esse voto de confiança. Mas dizer que estou bem no meu partido, não estou. Vou dar esse voto de confiança a ele e a mim mesmo, porque nunca mudei de partido e não gostaria de mudar”, disse Kátia Abreu.
Seminário
Convidado especial do seminário o ex-deputado federal e candidato a vice-presidente da República, na chapa de José Serra (PSDB), Índio da Costa afirmou, em entrevista, que um dos fatores para o DEM estar encolhendo em todo o país, são os “coronelismos regionais”. “A primeira coisa que tem que ser feita é acabar com o coronelismo do partido nos estados, onde têm grupos ou famílias que durante muito tempo dominaram e continuam dominando o partido. Onde o partido tem perdido, é muito importante você abrir o partido para ele poder crescer, como por exemplo no Rio de Janeiro, tínhamos seis deputados estaduais, agora só elegeu um. Se continuar sendo capitania hereditária fica muito difícil”, afirmou, completando que a oposição ao governo da presidente Dilma Roussef (PT) está em crise por ter perdido o discurso.
Para o ex-candidato a vice-presidente de Serra, a possível saída de nomes de peso do DEM, como a senadora Kátia Abreu não diminuiria a importância do partido nem da oposição. “Hoje uma pessoa ou outra que sair do Democratas não significa dizer que irá agregar na base do governo. Pode sair do Democratadas e continuar fazendo oposição
Índio ressaltou que a solução para a sobrevivência do DEM é investir na juventude, divulgando os ideais do partido, principalmente nas universidades e negou que o discurso do jovem seja de esquerda. “O discurso do jovem não é de esquerda por de-for, é porque a esquerda ocupou este espaço. Na hora em que a gente faz um discurso claro de centro, liberal social, para o universitário, ele caminha com a gente”, explicou.
O seminário,que vai até domingo, contou com a presença de várias autoridades políticas do Democratas, entre elas o vice-governador João Oliveira, os deputados federais Professora Dorinha e Irajá Abreu, o deputado estadual Osires Damaso, o vereador Fernando Rezende, além do secretário de Planejamento, Eduardo Siqueira, que é do PSDB, mas passou rapidamente pelo evento.





