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Paulo Mourão diz que discussão deve sair da "fulanização” das candidaturas e passar para os projetos

30/04/10 15h37

Patrícia Saturno
Da Redação

O pré-candidato ao governo do Estado pelo PT, Paulo Mourão, defendeu em entrevista ao CT nesta sexta-feira, 30, que o foco das discussões em relação às eleições de outubro deve deixar de ser “a fulanização” das candidaturas, ou seja, sair do campo de “quem” vai disputar e passar para a discussão sobre o projeto de desenvolvimento do Estado.

Mourão, que está em São Paulo nesta sexta, falou por telefone sobre as visitas que tem feito aos municípios do Tocantins, levando a discussão do plano de desenvolvimento econômico e social para o Estado. O projeto já vinha sendo executado pelo PT, que percorria os municípios levando o então pré-candidato ao governo, Raul Filho (PT). Agora, é a vez de Mourão liderar a comitiva petista que já começou o trabalho na região do Bico do Papagaio e deve retomar as atividades nesse sábado, 1º de maio.

Segundo ele, nos debates tem sido constatada a participação das comunidades, demonstrando “o desejo muito forte das pessoas de contribuir na construção de um modelo novo de administração”.

Alianças
O pré-candidato enfatizou também a importância dos partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e agora à pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Especificamente sobre o PMDB, enfatizou as qualidades das lideranças da sigla, e o respeito que diz ter por cada um.

Sobre as declarações de petistas e peemedebistas que não demonstram flexibilidade em abrir mão de candidaturas próprias ao governo - afastando a perspectiva de estarem juntos no pleito de outubro -, Mourão declarou que considera “natural” que os partidos tenham e defendam seus nomes.

Segundo ele, o que as siglas devem ter como foco é a importância de garantir palanque forte à Dilma. E apesar de afirmar que espera “conscientizar” o PMDB da necessidade da aliança, para ele, não haverá “ruptura” entre as duas siglas, ainda que cada um dispute com seu candidato próprio em outubro. Ele comentou inclusive acreditar na perspectiva de segundo turno no Estado.

Sobre as declarações de governistas que enfatizam querer o PT compondo a chapa de Carlos Gaguim (PMDB), Mourão afirma que uma coisa é o desejo, a vontade, e outra é a realidade. “E a realidade é a das duas candidaturas”, falou se referindo a ele e Gaguim serem pré-candidatos ao governo.

Ainda segundo apontou, a discussão sobre levar adiante a candidatura própria cabe ao partido e, conforme enfatizou, esta já foi tomada.

Leia sobre:  Estado,  Dilma Rousseff,  Eleições 2010,  Paulo Mourão,  PT
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