Patrícia Saturno
Da Redação
A insatisfação com o resultado da eleição para a Prefeitura de Monte do Carmo deve levar o assunto para a Justiça Eleitoral. O candidato que ficou em terceiro lugar em número de votos, Rubens Pereira Amaral (PPS), da coligação Unidos para vencer, pretende entrar nesta quinta-feira, 9, com uma ação pedindo vistoria nas urnas eletrônicas utilizadas no município. O ex-candidato alega que “cálculos matemáticos” teriam atestado que teria havido violação nas urnas.
Ele afirma que o número de votos que recebeu teria sido superior ao contabilizado, o que o colocaria em primeiro lugar com larga diferença de votos, enquanto o prefeito eleito ficaria em último. O resultado oficial da eleição de domingo trouxe Gilvane (DEM) com 1.622; Lourival Parente (PT) com 1.059; e Rubens com 1.041.
Também insatisfeito, o eleitor Ramom Cirqueira Ramos já havia protocolado ofícios nessa terça-feira, 7, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os ministério públicos Estadual e Federal pedindo intervenção dos responsáveis pelos órgãos na questão. Nos ofícios, ele denuncia o atual prefeito Condorcet Cavalcante – Condim – (PTN) e o prefeito eleito no domingo, por de compra de votos e suposta violação das urnas. Ramom afirma que o candidato do PPS estaria em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de voto, ficando em último nas urnas devido às supostas irregularidades.
Na opinião de Ramom, o ideal para solucionar a questão seria a realização de nova eleição no município. “Se houve fraude nas urnas, é impossível contabilizar os votos de outra forma”,afirmou. Ele ainda disse ter tomado a atitude de enviar os ofícios representando “a maioria da população de Monte do Carmo”, que estaria insatisfeita com a vitória de Gilvane. “A derrota nós aceitamos, mas não nestas circunstâncias”, argumentou.
O procurador da República, Álvaro Manzano, encaminhou o documento ao promotor de Justiça de Porto Nacional, que atende a cidade de Monte do Carmo, Delveaux Vieira Prudente Júnior, para averiguação.
Respostas
O Portal CT entrou em contato com o Cartório Eleitoral de Porto. O chefe do Cartório, Rubilar Furini Barboza, informou que nenhuma ação oficial reclamando o resultado das eleições foi protocolada até a manhã desta quinta. “Há muitos boatos, mas nada oficial”, disse.
Ele negou qualquer possibilidade de violação nas urnas eletrônicas e disse que os responsáveis pela divulgação do boato – um panfleto divulgado na cidade após a eleição – serão responsabilizados. “Quem está afirmando que houve violação das urnas terá que provar”, disse. Ele afirmou ainda que o Ministério Público Eleitoral entrou nesta quarta-feira, 8, com uma ação contra os responsáveis pelo suposto boato.
O prefeito eleito também foi ouvido. Ele negou qualquer tipo de fraude na eleição. “Teve eleição no país todo e logo em Monte do Carmo eles vêm dizer que teve fraude em urna”, comentou Gilvane. O eleito ainda disse que aparecia na frente dos outros candidatos nas pesquisas de intenções de voto. “Se eu tinha 50% nas pesquisas, pra que eu ia fraudar eleição?” questionou. Ele também declarou que as acusações são atitudes de “adversários que não aceitam a derrota”.