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Presidente do Sindjor diz que assinou carta em favor da categoria

07/06/10 09h53

Da Redação

Em nota, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Tocantins, Élcio Mendes, respondeu às acusações do ex-senador Eduardo Siqueira Campos, coordenador da pré-campanha do PSDB ao governo do Estado. Siqueira havia criticado o fato de Mendes, assessor de uma secretaria de governo, ter assinado a carta em repúdio ao PSDB e ex-governador e candidato José Wilson Siqueira Campos por conta da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4125 que, se aprovada no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá resultar na demissão de aproximadamente 21 mil servidores comissionados (sem concurso) do Estado. Na nota, Mendes desafia o coordenador a provar que os sindicatos mentiram na carta.

Leia a nota na íntegra:

"Sobre a entrevista do ex-senador Eduardo Siqueira Campos em relação a minha conduta enquanto presidente do Sindjor-TO, informo ao referido, aos filiados ao Sindjor e à população tocantinense o que segue:

1 – A estratégia do ex-senador em questionar minha assinatura na carta dos sindicatos aos servidores públicos é unicamente para mudar o foco da discussão, que deve ser sobre o conteúdo do documento. Já se passaram 10 dias da divulgação da carta e até agora a UT não contestou seu teor em nenhum ítem. Qual o motivo de o ex-senador e o ex-governador se omitirem na resposta da carta dos sindicatos, pois nossa iniciativa foi de discutir a carta de Siqueira Campos aos servidores públicos. E faço aqui um desafio ao ex-senador: Caso ele consiga provar que pelo menos um fato narrado na carta dos sindicatos seja mentiroso, que os atos elencados como: Os tanques e os fuzis do Exército reprimindo a PM, a extinção de benefícios aos servidores como plano de saúde, anuênio, qüinqüênio, repressão ao fisco, violência contra professores dentre outros... Caso o digno ex-senador consiga rebater esses fatos e que ações citadas não foram de autoria Siqueira Campos, enquanto Governador do Estado, virei a público retirar-me de tal protesto. Sem dúvidas, causou-nos indignação a divulgação por parte do ex-governador uma carta recheada de inverdades, subestimando a inteligência e a memória dos servidores e da opinião pública.

2 – Informo ainda ao ex-senador que fui eleito obedecendo todas as determinações estatutárias para presidir o Sindjor-TO. Obtive 72% dos votos na maior eleição já realizada pela entidade. Portanto, tenho total legitimidade para falar em nome da instituição, tendo sido devidamente outorgado por maioria absoluta de seus filiados. No quesito isenção, é isso que esperamos dos veículos de comunicação comandados pelo ex-senador na cobertura política de agora em diante. E caso ocorra, será um fato inédito na história do Tocantins, pois essa nunca foi uma prática de suas emissoras de tv, rádio e jornais, sendo isso de conhecimento público.

3 – O Governo do Estado é hoje o maior empregador de jornalistas do Estado. Atualmente, um número superior a 200 ocupam cargos comissionados, e a maior parte é filiada ao Sindjor, portanto, o tema é de grande interesse de nossa entidade. Esta administração do Sindjor realizou gestões junto ao Governo do Estado (administração Marcelo Miranda) e conseguiu a criação de 50 cargos de provimento efetivo, para Jornalista e Repórter Fotográfico. Algo impensado nas antigas gestões da União do Tocantins, pois sindicato discutir ações com o Governo da época nunca passou de sonho, pois esta não era prática da gestão Siqueira Campos. Aguardamos ainda, a decisão final Justiça sobre o Concurso do Quadro Geral, para que os Jornalistas aprovados sejam convocados e empossados.

4 – Minha relação profissional com a deputada Josi Nunes (PMDB) em nada tem a haver com a gestão do Sindjor. Tenho profundo respeito pela referida parlamentar, pois a mesma nunca se utilizou de práticas como as que insinuou o ex-senador. Josi Nunes nunca interferiu em minha administração e são situações distintas minha carreira profissional e sindical. Todas as minhas decisões à frente do Sindjor foram motivadas pelo interesse em defender os direitos de nossos filiados.

5- Como em vários outros momentos de minha gestão, sempre me manifestei em favor da categoria, baseado em atos verdadeiros e assumindo nossa responsabilidade, o que acredito deveriam fazer também nossos acusadores. Principalmente, no caso da ADI 4125, quando o PSDB de Siqueira Campos solicita ao STF a demissão de mais de 21 mil servidores comissionados. Justamente o partido de quem esteve 10 anos a frente do Governo do Estado e teve todo o tempo para fazer a organização administrativa, que agora é tão questionada.

6- Seguirei na luta em defesa dos Jornalistas do Tocantins e não medirei esforços para fazer valer a confiança de todos que em mim confiaram este mandato.

Élcio Mendes
Presidente do Sindjor-TO"

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