Cleber Toledo
Da Redação
O gabinete do ministro-relator Félix Fischer acaba de informar que ele indicou agora há pouco à Secretaria das Sessões a inclusão para esta noite do julgamento dos embargos declaratórios do Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) do Tocantins. O julgamento ocorrerá a partir das 19 horas e deverá ratificar a cassação do governador Marcelo Miranda (PMDB) e de seu vice, Paulo Sidnei (PPS).
Os embargos declaratórios de Marcelo e Sidnei devem ser rejeitados e nesta quarta-feira, 9, ambos estarão fora dos cargos para os quais foram eleitos em 2006. O TSE confirmou, pela unanimidade dos sete ministros, que Marcelo e Sidnei abusaram do poder político para se elegerem, através de nomeações e doações ilegais, como o caso dos óculos do Governo Mais Perto de Você.
O CT vai disponibilizar o link para o site da TV do TSE.
Cenários possíveis
A dúvida é sobre o desdobramento da saída de Marcelo e Sidnei. São três cenários possíveis:
1. O TSE poderá manter a decisão de convocar eleição indireta.
Confirmada essa possibilidade, o presidente da Assembleia, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), assume o governo do Tocantins na manhã do dia seguinte à cassação de Marcelo. Então, o TRE convocará eleição para um período de 20 a 40 dias (Artigo 224 do Código Eleitoral).
Os candidatos nesta eleição terão que ser aprovados em convenção partidária, e qualquer cidadão com filiação em um partido político pode se candidatar. Contudo, votam somente os 24 deputados estaduais.
2. O TSE poderá convocar eleição direta.
Se o TSE decidir que o Tocantins deverá ter eleição direta, o presidente da Assembleia, Carlos Henrique Gaguim, assume o governo do Tocantins na manhã do dia seguinte à cassação de Marcelo. Então, o TRE convocará eleição para um período de 20 a 40 dias (Artigo 224 do Código Eleitoral).
3. O TSE poderá convocar a posse do segundo colocado nas eleições de 2006, Siqueira Campos.
Poucos acreditam nessa possibilidade. Contudo, se vier a ocorrer, o ex-governador Siqueira Campos e seu vice, Ronaldo Dimas (PSDB), tomarão posse na manhã do dia seguinte à cassação do governador Marcelo Miranda e de seu vice, Paulo Sidnei.
A posse é dada pelo presidente do TRE, na Assembleia Legislativa.