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Arruda deixa prisão para fazer exame de cateterismo

18/03/10 09h23

Da Folha Online

O governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), deixou na manhã desta quinta-feira, 18, a prisão para se submeter a um exame de cateterismo cardíaco no Instituto do Coração (Incor) de Brasília.

De acordo com o advogado Nélio Machado, o procedimento foi solicitado para identificar o motivo do bloqueio de uma das artérias  coronárias por uma placa de gordura.

Na quarta-feira, 17, a defesa do governador cassado pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a prisão domiciliar para que Arruda  possa se recuperar em casa do procedimento médico.

Machado minimizou a decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que determinou a perda do mandato do ex-democrata por desfiliação partidária. O advogado disse que Arruda "não deseja voltar mais a vida pública" e negou que a questão eleitoral tenha influenciado o pedido de prisão domiciliar solicitado ao STJ.

A defesa de Arruda alega no pedido de prisão domiciliar que a prisão deixou a saúde de Arruda debilitada, e agravou o quadro de diabetes e pressão alta.

Machado disse que espera que Arruda seja liberado o mais rápido possível. "Hoje é fato que sustentamos que, independentemente do pedido de liberdade, que estimo que esteja em vias de ser decidido, alternativamente na hipótese de não conceder a liberdade  que o tribunal ou o relator não desconsidere a hipótese de conceder uma prisão domiciliar", afirmou.

Para a defesa, Arruda precisa estar com estado de saúde estável para responder à investigação. "A recuperação, diante de todos esses traumas, dessa situação que leva a um estresse muito significativo, tudo isso recomenda, para a recuperação total do  governador, que vai se submeter às indagações do Judiciário, apresentar a defesa."

Machado voltou a criticar o fato de Arruda não ter sido ouvido desde que foi deflagrada em novembro a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investiga o esquema de arrecadação e pagamento de propina.

"Isso me assusta o tratamento desigual que ocorre. A defesa tem certeza que, na medida que o processo assuma uma feição de normalidade e não de contexto persecutório, ele será plenamente inocentado", afirmou.

O advogado disse que não vai discutir com Arruda a possibilidade de renúncia porque esta é uma decisão de foro íntimo. "A questão da renúncia para a nossa defesa é uma decisão pessoal", disse.

Leia sobre:  Geral,  Mensalão no DF
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