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Governo do Estado ingressa com uma ação cautelar para proteger pecuária do Estado

O Estado mobiliza forças para evitar o ingresso desses animais no território

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 19 de Apr de 2013 - 19h15, atualizado às 19h28
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Da Redação

Para proteger a produção pecuária tocantinense, o governo do Estado ingressou com uma ação cautelar que busca impedir a entrada em território tocantinense de 800 cabeças de gado oriundas do Rio Grande do Norte. A ação está a cargo da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e foi protocolada por determinação do governador Siqueira Campos.

Conforme o presidente da Agência de Defesa Sanitária do Estado do Tocantins (Adapec), Marcelo Aguiar Inocente, desde 1997 o Tocantins não registra qualquer caso de febre aftosa. “Nós somos considerados zona livre da doença, o que fez o Estado ganhar vários mercados internacionais”, destacou o presidente. Em contrapartida, o Rio Grande do Norte é classificado como área de “risco médio de febre aftosa” pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Por isso, o Governo Estadual mobiliza forças para evitar o ingresso desses animais no Tocantins.

Segundo a Agência Tocantinese de Notícias (ATN), o gado é de um produtor rural de Bom Jesus (RN) que possui uma fazenda em Piraquê. Alegando que os efeitos da forte seca no Nordeste estão prejudicando o seu gado, o produtor conseguiu uma decisão provisória na Justiça Federal do Rio Grande do Norte que permite levar o gado para Piraquê sem a necessidade da quarentena obrigatória e nem o cumprimento de normas sanitárias indispensáveis do MAPA para a viagem de animais entre estados.

Medidas
Além da ação na Justiça Federal, o governo também trabalha com a hipótese de proteger o gado tocantinense mesmo que o Estado tenha que receber os animais do Rio Grande do Norte. “Nós temos equipe de prontidão e estrutura reservada para o caso de não conseguirmos evitar o ingresso desses animais na Justiça”, destacou Marcelo Inocente, ao ressaltar que a Adapec possui formas de isolar o gado do produtor potiguar sem que os animais tenham contatos com a produção do Estado.

O presidente da Adapec está em contato permanente com autoridades sanitárias do Rio Grande do Norte e do Ministério da Agricultura e obteve informações, segundo as quais, o gado não foi retirado da fazenda de origem.

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