
Família de Loiane no início da passeata na Praça dos Girassóis: todos cobram consciência dos motoristas
Raimunda Carvalho
Da Redação
Mais de 400 pessoas participaram da passeata em memória de Loiane Morena Vieira, 22 anos, que morreu atropelada na quarta-feira, 13, em Palmas. A passeata saiu da Praça dos Girassóis.
A jovem foi atingida pela BMW dirigida pelo empresário Thiago Alanderson Fraga, por volta das 18h20, na Avenida LO-03, na altura da Quadra 108 Sul.
Um trio elétrico, balões, cartazes e faixas nas cores branca e preta pedem paz no trânsito na Capital.
Uma das melhores amigas da jovem, Isadora Campos, muito emocionada, disse que espera que, principalmente, os jovens condutores da Capital tenham consciência. “Esperamos conscientização no trânsito, principalmente, entre os jovens que têm carro bonito e não respeitam a vida. Perdi a minha melhor amiga, mas, se continuar assim, muitas famílias podem sofrer como a de Loiane. Motoristas dirijam seus carros devagar”, clamou Isadora, enfatizando que espera que Loiane tenha sido a última a morrer em atropelamento no trânsito.
O pai da estudante, o engenheiro agrônomo Luiz Antônio Vieira, também, visivelmente emocionado, disse que espera que a passeata conscientize os jovens motoristas. “Se pelo menos três jovens se conscientizarem, com certeza, três famílias não passarão pela mesma dor que passamos agora”, enfatizou Luiz.
Selma Cristina Vieira, mãe de Loyane, disse que a passeata é para demonstrar a dor que a família está passando. “A nossa dor é muito grande, mas, se conseguirmos conscientizar os jovens motoristas de que a vida precisa ser respeitada, vamos amenizar muitas dores. Não custa nada andar na velocidade permitida. Vamos mudar a ideia de correr”, disse Selma.
A mãe enfatizou, ainda, que espera que o Poder Público também se sensibilize. “O trânsito em Palmas precisa ser mais bem sinalizado. Coloquem faixas de pedestres mais visíveis e lombadas, sonorizadores”, clamou.
Para ela, os carros hoje são feitos para “Fórmula 1” e “não para conduzir alguém a algum lugar”. “Ninguém quer mais comprar um carro mil. Muitos compram veículos que correm 200 km/h. Aqui em Palmas não existem vias para este tipo de esporte. A arma que matou a minha filha foi um carro deste tipo”, reclamou a mãe, pedindo aos jovens motoristas “mais consciência e piedade”.
“Não quero que outras famílias sofram como a minha. Esta passeata é uma semente que estamos lançando no trânsito da Capital e esperamos que encontre terra fértil”, disse Jonas Vieira, irmão de Loiane.
Local
Toda a extensão da Avenida LO-03, na altura da Quadra 108 Sul, em Palmas, foi fechada na noite desta quarta-feira para que familiares e amigos de Loiane fizessem uma homenagem em sua memória. A passeata chegou ao local do acidente às 19 horas.
Os pais e irmãos da jovem colocaram no local do atropelamento uma coroa de flores e muitos amigos jogaram pétalas de flores.
De cima do trio elétrico, o pastor Zaquel João Guimarães clamava pelo respeito no trânsito na Capital e pedia que motoristas jovens fizessem deste momento de dor para a família Vieira um basta para seus desejos “desenfreados” .
O pastor realçou que espera que a “dormência saia dos corações dos jovens motoristas” e que trânsito signifique, principalmente, respeito à vida.
Parentes de outras vítimas de acidente de trânsito estiveram presentes em solidariedade à família de Loiane, mas, muito emocionados, preferiram não falar.


