15/06/12 14h45 16/06/12 22h39

Secretário de Administração entrega dia 26 proposta de alteração da tabela; depois disso, Sisepe convoca categoria

Governo e sindicatos realizam mais uma rodada de negociações nesta sexta-feira
Da Redação

O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe), juntamente com entidades representantes dos servidores da Saúde, estiveram reunidos com o secretário estadual da Administração, Lúcio Mascarenhas, na manhã desta sexta-feira, 15, para mais uma rodada de negociações referente à proposta que o governo está elaborando para alteração da atual tabela financeira do Estado.

Segundo a assessoria de comunicação do sisepe, os sindicatos fizeram novas pontuações na proposta em construção do Executivo e agora analisam a viabilidade de levá-la para análise de suas categorias. Antes disso, porém, as entidades voltam a sentar com o governo no próximo dia 26, quando o secretário deverá entregar a proposta sintetizada para os sindicatos levarem às suas bases.

Na pauta da reunião desta sexta-feira, estiveram assuntos como os interstícios entre as progressões horizontal e vertical, o novo índice de reajuste para a progressão vertical e a questão dos servidores que estão fora da atual tabela de progressões.

Quanto ao primeiro item da pauta - os interstícios -, a proposta do governo é que, para os atuais servidores – que têm tabela para progredir - a próxima progressão se dê da seguinte forma: o governo pagaria primeiro a horizontal (5%) e no ano seguinte, a vertical (22%). A partir daí, tanto as progressões horizontais quanto as verticais passariam a ser concedidas de dois em dois anos.

Percentual
Quanto ao percentual das progressões, a proposta do governo é de que sejam mantidos os índices atuais para os padrões (progressão vertical - 22%) e referências (progressão horizontal - 5%) da tabela em vigor; e que os novos padrões e referências a serem criados sejam com percentual de 5% para a progressão horizontal (como ocorre atualmente) e de 11% para a vertical (não mais 10,5% como propusera anteriormente).

Fim da tabela
O principal impasse da negociação continua a ser o problema dos servidores que já atingiram o final da atual tabela financeira. O governo não aceita criar um novo padrão de progressão vertical com o percentual atual de 22%. O avanço neste ponto foi o fato de que houve abertura para negociação de um percentual intermediário (que não seja os 11% da proposta do governo, nem os 22% que os servidores reivindicam).

Entenda
Desde 2008, o Sisepe vem buscando junto ao Executivo estadual a ampliação da atual tabela financeira, na tentativa de evitar que os servidores chegassem à situação atual em que muitos se encontram: de atingir o final da atual tabela e não terem como progredir nas suas carreiras. Em resposta, a entidade obteve descaso e promessas não cumpridas das gestões com esta demanda.

No atual governo, desde o início de 2011, o Sisepe vem lutando para que os servidores do Quadro Geral que atingiram o final da atual tabela tenham as suas progressões concedidas. Para tanto, o governo impôs como condição para esta negociação que só trataria deste direito se houvesse alteração na tabela financeira, propondo a redução do percentual das progressões funcionais.

A princípio, a proposta era de reduzir as progressões horizontais de 5% para 2,5% e as verticais de 22% para 5%.

Após uma série de reuniões das entidades com o secretário, o governo aceitou manter o percentual das progressões da atual tabela, propondo alterar o percentual dos próximos padrões e referencias a serem criados.

O governo também voltou atrás na intenção de reduzir o percentual das progressões horizontais, se propondo a mantê-las em 5%.

Já para as progressões verticais, ele aceitou, inicialmente, ampliar sua proposta para um índice de 10,5%, e agora afirma que aceita negociar um índice de 11%.

Ao longo dessas rodadas de negociações, outras melhorias na proposta do Executivo foram alcançadas. Por exemplo, no que se refere aos interstícios. Inicialmente, o governo pretendia alterar os prazos de progressões horizontais de forma que ao invés de serem concedidas de dois em dois anos, seriam a cada três anos, como ocorre atualmente com as verticais.

Com as negociações, houve uma inversão e hoje o governo se dispõe a negociar que se reduza o prazo das progressões verticais, que passariam a ser a cada dois anos, como ocorre atualmente com as horizontais.

Outra questão que o sindicato considera positiva nestas negociações foi a retirada da pauta das reuniões de questões como multifuncionalidade, multidisciplinaridade e alcance de metas que o governo pretendia implantar no Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), sem o devido estudo dos impactos na vida funcional do servidor.
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  • 1º) comentário por em 15/06/12 18h32
    "É conversa pra boi dormir". O Cleiton está conivente com as enganações dos repreentantes do Governo. Quando falam em progressões de 2 em 2 anos é pura balela. Com a interclação vai ocorrer as progressões só acontecerão de 4 em quatro anos, passando assim a horizontal de 2 para 4 e a vertical de 3 para 4. Servidores abram o olho pois o Presidente do SISEPE não defende os nossos interesses.
    (Usuário identificado pelo IP: 177.161.94.161)
  • 2º) comentário por em 15/06/12 18h35
    Quero ver se o Cleiton vai disponibilizar, com antecedência, a proposta do governo para conhecimento dos filiados ao sindicato. Normalmente ele negocia na calada e chega com proposta já pactuada para enfiar guela abaixo dos servidores. Cleiton, respeite os servidores e haja com o mínimo de transparência. Disponibilize a proposta do Governo so SITE para análise preliminar de quem se interessar!!!!!!
    (Usuário identificado pelo IP: 177.161.94.161)
  • 3º) comentário por em 15/06/12 18h37
    O Presidente do SISEPE se acha o dono da verdade. Coloque o assunto para discussão de forma democrática, encaminhando com antecedência para conhecimento da categoria. Você não é o dono do sindicato, apesar de ter esposa e outros parentes recebendo salários da entidade, você apenas foi eleieto para representar a categoria.
    (Usuário identificado pelo IP: 177.161.94.161)
  • 4º) comentário por em 15/06/12 19h06
    Colegas, insisto para que todos fiquem atentos. Da forma como está sendo proposto onde as progressões ocorreriam de forma ... cada progressão (horizontal e vertical) só ocorreria de quatro em quatro anos e não de dois em dois, como quer aparentar o governo, e o pior, com a anuência do SISEPE. continua
    (Usuário identificado pelo IP: 177.161.94.161)
  • 5º) comentário por em 15/06/12 19h08
    FICA CLARO QUE AS PROGRESSÕES, QUE HOE OCORREM COM DOIS ANOS (HORIZONTAL) E TRÊS ANOS (VERTICAL) DE INTERSTÍCIO, SÓ OCORRERÃO DE QUATRO EM QUATRO ANOS. Ex: Progressão vertical em 2013: a próxima progressão, que obrigatoriamente deverá ser a horizontal, ocorrerá em 2015. Como são alternadas, a próxima que vai ocorrer é a vertical, que completará dois anos da
    (Usuário identificado pelo IP: 177.161.94.161)