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Sesau x Pró-Saúde
Leia tudo que o foi publicado sobre a disputa do governo com a Pró-Saúde
Da Redação
Com o anúncio da terceirização das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) do Estado, feito pelo secretário de Estado da Saúde, Nicolau Esteves, na noite dessa quinta-feira, 14, a presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (Simed), Janice Panikow, afirmou ao CT na manhã desta sexta-feira, 15, que é um “processo que não vai dar certo de novo”. “É um retrocesso. Vamos apenas trocar o nome da empresa”, disse.
Janice também declarou: “Essa terceirização vai inviabilizar a realização de um concurso público e sucatear o sistema de saúde do Estado. Esse procedimento fica mais caro. Se o Estado é capaz, porque delegar isso para outras pessoas?”.
Depois do fracasso da terceirização da saúde pública do Estado, na parceria com a Pró-Saúde, o governo anunciou na noite desta quinta que o Estado vai terceirizar o serviço de UTI da rede estadual. Conforme o secretário de Saúde, já estaria em andamento o processo de licitação para a contratação de uma empresa para se responsabilizar pelo atendimento das UTIs do Estado que deve ficar pronto ainda neste mês.
Ainda de acordo com o secretário, a contratação da empresa se dará com licitação, conforme todos os trâmites legais, contudo, não soube informar o valor do contrato. Mas conforme o titular da Sesau, caberá à empresa contratada administrar os leitos de UTIs disponíveis e contratar leitos particulares, no caso de necessidade.
Oito leitos de UTIs do HGP foram retirados, na noite de terça-feira, 12, por determinação da Vigilância Sanitária do Estado, por causa de um novo surto de infecção nas unidades. Das 26 vagas na UTI do hospital, restam apenas 18.
Menos de um ano após o início, a parceria do governo do Tocantins com a Pró-Saúde terminou com acusações de ambos os lados, disputas judiciais, precariedade no atendimento na saúde e, por último, com o relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), sobre a vistoria realizada no Hospital Geral Público de Palmas (HGPP), mostrando graves irregularidades no hospital, entre elas, o possível sumiço de mais de 95 mil medicamentos, o que a organização negou em nota ao CT.
Mas essa não foi a única experiência mal sucedida de terceirização do saúde pública no Estado. No início do primeiro governo Marcelo Miranda (PMDB), em 2003, o Estado terceirizou o setor para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip Brasil).


