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Da Redação
O primeiro debate com os candidatos de Palmas, promovido pela Band nesta quinta-feira, 2, foi morno e marcado por críticas isoladas. Estiveram presentes na transmissão todos os candidatos: Abelardo (PSOL), Professor Adail (PSDC), Carlos Amastha (PP), Fábio Ribeiro (PTdoB), Luana Ribeiro (PR), Doutor Luciano (PRP) e Marcelo Lelis (PV).
O primeiro bloco foi direcionado pela Band. Cada uma dos sete candidatos respondeu às perguntas: “Você é a favor do financiamento de campanha por empresas? Você beneficiaria uma empresa financiadora de sua campanha?”. Todos os candidatos se declararam contra o financiamento, sendo uma opinião conjunta uma mudança na Legislação eleitoral que torne ilegal a doação de verba para campanha feita por empresas privadas.
Para Amastha, primeiro a responder, se faz necessário que a campanha seja financiada exclusivamente pelo poder público. “Existe corrupção na maneira com que se faz campanha, nesse sistema, eu diria, malévolo de usar dinheiro privado para financiar campanha”, declarou.
Em seguida, Abelardo explicou que seu partido já proíbe o financiamento de campanha feito por empresas. "Ninguém dá dinheiro de graça. Você vai pegar o dinheiro que eles estão gastando nessa campanha, mas eles vão pedir de volta”, disse.
Terceiro a responder, Professor Adail garantiu que tem como fazer uma campanha sem dinheiro. “Temos que ir de casa em casa e conquistar os votos. É assim que se faz campanha”, ressaltou.
Fábio Ribeiro afirmou que o financiamento privado e uma maneira utilizada por empresários e políticos para amenizar custos que seriam gerados pelos eleitores. “Quando uma empresa doa verba para a campanha de um candidato, ela com certeza vai querer algum benefício depois. Tem que partir da gente não usar esse tipo de financiamento”, ressaltou.
Respondendo a pergunta, Luana Ribeiro frisou que o tema perguntado seria polêmico uma vez que a doação de campanha feita por empresas privadas é legal, segundo Legislação Eleitoral. Para ela, um gestão “não tem que fazer licitações direcionadas a alguma empresa”. “O sistema legislativo tem que ser mudado”, afirmou.
Também defendendo uma mudança na legislação, Marcelo Lelis afirmou que a reforma política prometida por muitos deveria ser cumprida. “Sou favorável e acredito que a política tem que avançar para o financiamento público de campanha”, disse.
Doutor Luciano defendeu a igualdade de recursos financeiros entre os candidatos. “A campanha deveria ser igual para todos os candidatos. Aí sim haveria justiça neste país e aí sim acreditaríamos que os homens venceriam pelas ideias”, afirmou.
Candidato a candidato
Os segundo, terceiro e quarto blocos foram marcados por perguntas entre os candidatos. Por ordem de sorteio cada candidato direcionou sua pergunta a outro. No geral as perguntas foram direcionadas a estratégias de gestão e resolução de problemas da Capital.
Em suas respostas, Professor Adail explicou que na área da educação não se precisa de tempo integral e sim de ensino integral. Defendeu um aumento salarial para professores e servidores, frisou e repetiu várias vezes que a Capital precisa qualificar e capacitar seus servidores para poder prosperar.
O candidato Abelardo foi mais incisivo em suas perguntas, mas não apresentou muito de suas propostas. Afirmou que quer incentivar e financiar o cooperativismo e as associações com o intuito de fortalecer a economia. Segundo ele dinheiro do povo será investido no povo.
Amastha disse que a Capital é uma “cria” do governador e que Siqueira Campos (PSDB) não deixaria de apoiar Palmas por causa do prefeito que fosse eleito e que a cidade tem uma boa estrutura de escola, mas precisa de mais investimentos na educação. Para ele, o comerciante palmense está se sentindo desassistido o que o fez propor a criação de uma subprefeitura na região sul do Estado para melhorar a assistência à população. O candidato também afirmou que é preciso valorizar a cultura e a tradição do Estado.
Fábio Ribeiro propôs resgatar a Superintendência de Pavimentação da prefeitura para resolver os problemas no asfalto da Capital. Para ele a implantação de uma usina de asfalto em Palmas pode baratear o custo da pavimentação e resolver alguns dos problemas. O candidato também defendeu a regularização de loteamentos irregulares, direcionar a gestão nas ações para a população, investir no educador.
Já a candidata Luana Ribeiro aproveitou o debate para expor suas propostas. Luana falou em seu programa para investir na localização estratégica da Capital, incluindo turismo e o investimento para qualificar a mão de obra. Falou sobre o projeto da construção de um mercado municipal, revitalização das praias e a construção de uma ciclovia interligando áreas verdes da capital e uma revitalização do parque Cesamar. Para ela, a gestão deve focar na educação, no incentivo a cooperativas e na construção de áreas habitacionais.
Falando em resolver os problemas da saúde do município, Doutor Luciano também aproveitou suas respostas para falar sobre uma jornada de trabalho justa para os profissionais da saúde além de um aumento de salário. Além disse, Luciano afirmou que são necessárias as construções de habitações para pessoas sem moradia e regularização fundiária. Para ele todas as escolas deveriam ser de Tempo integral.
O candidato Marcelo Lelis garantiu que pretende acabar com o problema de “empurra, empurra” entre o governo e a prefeitura. Para Lelis, um dos maiores problemas da cidade é o asfalto que deveria ser reorganizado através de planejamento. Ele também falou na conclusão do centro de convenções, na construção de um parque, nos moldes do Cesamar, na região sul e da revitalização do Cesamar. O candidato também falou que houve avanços na educação.
Conclusão
No ultimo bloco do debate cada candidato pode reafirmar suas propostas e aproveitou o tempo para pedir o voto do eleitor.
Críticas
Durante o debate o candidato Aberlado tentou incitar um discussão em torno do caso do contraventor Carlinhos Cachoeira usando o termo “Cachoeira do Palácio” ao questionar Luana Ribeiro sobre a gestão do senador João Ribeiro quando foi prefeito em Araguaína. “Por que o Cachoeira do Palácio tirou o mandato do senador?”, questionou. Aberlado também garantiu que “vai acabar com a Delta na Prefeitura de Palmas”.
Outro que deu algumas alfinetadas durante o debate, foi o candidato Carlos Amastha que afirmou que “mesmo com candidato chapa branca um e candidato chapa branca dois” o governador não iria esquecer de sua Capital. Além disso, ao ser questionado sobre um financiamento do BNDES para construção do Capim Dourado Amastha disse: “O prefeito não paga nem o IPTU, como faz?”.

