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Da Redação
A convenção do PR, que aconteceu no sábado, 30, no auditório da ATM, foi marcada por discursos eufóricos recheados de críticas ao governador Siqueira Campos (PSDB) e à aliança firmada entre o PMDB e o candidato apoiado pelos palacianos, Marcelo Lelis (PV). Ao CT, o secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, afirmou que não irá ceder nem aceitar as provocações feitas pelos republicanos. “Vamos separar o que é lamentável do que pode ser condenável do ponto de vista jurídico. Vamos continuar pedindo aos nossos candidatos que mantenham a altivez e o nível dos discursos. Acho que críticas tem que ter mesmo, mas não do jeito que foi feito”, disse.
Para Eduardo, não é preciso comentar as questões que foram colocadas na convenção dos adversários, com sérias críticas. “É deixar expor as coisas que são rejeitadas pela população. A tônica e o tom são ataques pessoais. Não vou fazer no mesmo nível e dar resposta a esse tipo de comportamento. Dependendo do que se diz a analise é para advogado”, ressaltou.
O secretário fez uma comparação entre as composições de alianças em Araguaína e Palmas. Assim como feito em Palmas, em Araguaína o candidato Ronaldo Dimas (PR) é apoiado tanto pelo PMDB quanto pelo PSDB. Eduardo contou que trabalhou da mesma maneira em todas as cidades. “Não sou candidato, nem eu nem meu pai é. Apoiei e articulei composição, inclusive de partidos que fazem oposição não apenas em Palmas e Araguaína, mas em outras cidades do Estado. Na política não acabe dois pesos e duas medidas”, afirmou.
Eduardo declarou que seu comportamento estaria sendo coerente uma vez que ele teria mantido sua atitude de receber qualquer apoio em todas as cidades do Estado. “Se o Marcelo é preparado o Ronaldo Dimas também tem o perfil. Eu procurei fazer em Araguaína o que eu fiz aqui. Dei toda a sinalização positiva. Não posso ver as duas citações analisadas por um ângulo diferente. O que foi construído foi lícito”, disparou.
Alianças
Comentando que o PMDB não foi o único partido, da base do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), a declarar apoio ao candidato Marcelo Lelis, Eduardo disse que a insatisfação dos partidos, com a indefinição do grupo e depois com a escolha da candidata, deputada estadual Luana Ribeiro (PR), foi o que deu brecha para que Lelis mostrasse seu projeto e os convidasse para compor com o PV. “A insatisfação deles não foi causada por uma ação minha. As pessoas podem encontrar outro caminho se elas são convidadas”, disse o secretário.
Eduardo comentou também sobre o posicionamento do deputado estadual Wanderlei Barbosa (PSB) com relação à escolha do partido em apoiar o ex-reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Alan Barbiero (PSB), como de Luana. Conforme o secretário, a atitude de Wanderlei, foi diferente da atitude do PMDB e do PDT. “Ele resolveu dar outro caminho a participação dele. Ele se manteve no isolamento dele”, explicou, afirmando que “em hora nenhum houve algum entendimento com o deputado” sobre um possível apoio a Lelis.
Briga?
Questionado sobre um ressentimento que pode ser gerado entre o governador Siqueira Campos e o senador João Ribeiro (PR), após as duras críticas feitas por Ribeiro ao governador, Eduardo garantiu que não existe mágoa nem ressentimento. O secretário disse que prefere ficar com as palavras Alan Barbiero. “O reitor teve a delicadeza de me fazer um telefonema e me avisar que seria o vice de Luana. Desejei a ele que ele tivesse um sentimento de realização e plenitude por estar chegando a esse momento. Isso não muda meu comportamento. Ele agiu com grandeza. Se eu estivesse fazendo qualquer política de cerceamento e exclusão, eu não teria me comportado desta maneira”, contou.
Convenção
Para o secretário, a convenção foi um momento ímpar cheio de emoções. “Foi muito legal. Emoção grande. Me fez relembrar a campanha de 20 anos atrás”, disse, numa referência à sua eleição como prefeito da Capital, em 1992, e acrescentando que já viu muitos prefeitos e vice-prefeitos entrarem na gestão juntos e “se perderem“, ao longo do tempo.

