Ano novo, vida nova?

segunda, 27 de dezembro de 2010, às 17h 12min

André Sanchez
É presbítero, líder de grupo de louvor e professor de Escola Dominical da Igreja Presbiteriana Bela Jerusalém, em Ribeirão Preto São Paulo
Site: http://www.esbocandoideias.com


É impressionante como a virada de um ano para outro traz tanto fascínio a todos nós. A maioria de nós fica numa grande expectativa de que o novo ano nos trará uma vida nova, uma vida melhor. As pessoas fazem de um tudo para tentar garantir que terão essa vida nova [e melhor] no ano que virá. São superstições, promessas, planos, simpatias, pensamentos positivos, oferendas, e por ai vai. Mas será que todas estas coisas citadas [e as outras feitas] garantem uma vida nova [e boa] no ano que virá?


Garanto que não, por um simples fato. Não há vida verdadeiramente nova e boa à parte de Deus. O mundo com as suas crendices tenta manipular as pessoas a ir à direção errada. O mundo busca a todo custo iludir as pessoas mostrando algo que não terão. Quantos inícios de ano já se passaram e as coisas não melhoraram? Por que mesmo com tanta busca de coisas “novas” e “boas” por parte das pessoas, o mundo ainda não melhorou? Por que as pessoas estão se tornando cada vez mais más e intolerantes mesmo buscando uma vida nova nos inícios de ano? Por que nós muitas vezes estamos vivendo os mesmos erros se todo inicio de ano buscamos uma vida nova?

Simples! Não há vida nova e boa à parte de Deus. As pessoas fazem somente rituais vazios, seguem a maioria, as tradições; buscam fazer o que é aceito pela sociedade, mas que, na verdade, não representa nada. Alguns, dizem que creem em Deus, mas O excluem dos planos de uma “nova vida” no ano que está entrando. Por tudo isso, tudo se mantém como nos anos anteriores, ou pior. Não há vida nova verdadeira, só há ilusão.

A única forma de termos um ano novo, uma vida nova é sendo servos de Deus, tementes a Deus. Não adianta pular ondinhas, comer sementes de romã, usar lingeries amarelas, vermelhas, brancas, oferecer sacrifícios, fazer promessas, ficar de joelhos à meia noite...

À parte de Deus não há ano novo, vida nova!

Jesus comparou a vida abundante a uma árvore e seus ramos. Ele, o Deus Todo Poderoso é o tronco, os galhos de sustentação; nós, os ramos. “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15. 5).

O que está “grudado” com Cristo, esse tem um ano novo, vida nova. Os outros, infelizmente, vivem uma ilusão que logo acabará! Repito as palavras de Jesus: "...porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15. 5).

Teologia e esperança

sexta, 17 de dezembro de 2010, às 19h 02min

Ricardo Gondim
É pastor da Assembleia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, Eu Creio, mas Tenho Dúvidas (Editora Ultimato).
www.ricardogondim.com.br
Teologia é linguagem sobre Deus. Com teologia procuramos juntar os cordões que podem dar sentido à nossa existência. Ansiamos por achar a nós mesmos enquanto arfamos pelo Divino. Rubem Alves acertou quando disse que a teologia não pode ser malha que prende o Mistério, mas é rede onde nos deitamos. Teologia é linguagem precária. Nela peregrinos se aconchegam e encontram ânimo na busca por Deus.

Como pastor de uma comunidade pujante, que reúne quase três mil pessoas por domingo, sei que em todos os sermões, de alguma forma, faço teologia. Adolescentes irrequietos, universitários idealistas, pequenos e médios empresários, funcionários públicos e idosos sábios chegam com muitas perguntas. Diante de suas aflições, vaidade, arrogância e cinismo perdem força.

Domingo, molhei a camisa com as lágrimas de uma mãe que havia enterrado o filho que se suicidara menos de um mês antes. Meu abraço, mesmo sem palavra alguma, era uma resposta calada diante de sua dor. Ali, eu articulava teologia em silêncio. Na impotência de não ter o que dizer naquela situação, simultaneamente comum e brutal, notei que o encadeamento da lógica religiosa carece da delicadeza de um violino. Naquele rápido momento, vi que não havia como padronizar uma resposta. A gente só percebe o vício do lugar-comum, do clichê, do jargão, quando se vê diante de alguém destroçado pela tragédia.

Nesses confrontos inesperados com a dor, aprendemos a respeitar os dramas que nos rodeiam. Ficamos diante da insuficiência da linguagem. Foi desses encontros trágicos que mudei e mudei muito. Agora, quero teologar com menos altivez.

Quero falar de Deus sem exigências messiânicas; desprovido da presunção de lídimo defensor da sã doutrina. Desejo tão somente oferecer o ombro e abrir mão de minhas muitas explicações. Se no passado confundi entusiasmo com afobação, zelo com intolerância, arrojo com precipitação, hoje tento um pisar mais simples diante de Deus e dos homens.

Quero falar de Deus com mansidão. Sem reputação a defender, desisto do fascínio do sucesso, de angariar plateias, de inebriar-me com aplausos. Quero encarnar o significado mais profundo de “estar crucificado com Cristo”. Depois de tantos anos, ainda não me vesti da mesma atitude do meu Senhor, que se esvaziou para servir.

Quero falar sobre bondade, essa rara e nobre virtude que transcende nossas ações para nos integrar ao agir de Deus. Preciso ser bondoso comigo mesmo, não deixando que falsas culpas detonem processos internos de intransigência com o próximo; ser paciente com as inadequações dos que claudicam e doar-me como São Francisco de Assis: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna”.

Quero pregar mais sobre o Deus comensal, que nos convida ao banquete como pretexto para a intimidade. Quero fomentar uma espiritualidade de cozinha e não dos academicismos gelados. Desejo aprender lealdade na camaradagem da conversa solta; e no riso farto experimentar a alegria do reino de Deus.

Quero falar sobre os benefícios do sábado, não do sábado legalista, cravado no calendário, mas daquele que diz “basta” diante dos reclames da riqueza. Quero que a existência não se resuma ao trabalho; despertar para a urgência de eternizar cada encontro. Recordo-me de ter lido um verso sucinto: “A vida é curta, e acaba...”. Não levaremos daqui outra coisa senão as nossas memórias, portanto, que elas sejam doces.

Quero falar sobre Deus, sem esquecer o chão da fábrica, o quintal da casa, o pátio do colégio, a coxia do teatro, o corredor do hospital e a encosta da favela. De nada me adiantará “falar em tese”, se não conseguir encarar os Josés, as Tânias, os Rodrigos e as Kátias, que lutam bravamente para dar sentido à vida. Vejo a necessidade crescente de conversar com pessoas cujos nomes foram escritos não apenas no Livro da Vida, mas na palma da mão de Deus. Não quero que discursos substituam a força do abraço. Os amigos de Jó tropeçaram nos cadarços porque se imaginaram aptos para oferecer consolo com juízos horrorosos.

Quero falar do céu sem desgrudar-me do mundo e mostrar que a vida abundante prometida por Jesus não merece ser empurrada para depois da morte. Repetirei as palavras de Paulo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou”. Vou enfatizar que a verdadeira religião consiste em cuidar do órfão e da viúva. E não esquecerei: toda a lei se resume em amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo.

Se conseguir teologar assim, com a ternura dos poetas e a paixão dos profetas, completarei a minha carreira, tendo guardado a fé.

“Soli Deo Gloria”.
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Reproduzido do site da revista Ultimato - www.ultimato.com.br  

O Segredo da felicidade

quinta, 16 de dezembro de 2010, às 16h 27min

Por Renato Vargens
É pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança em Niterói (RJ), escritor e conferencista internacional
Em um mundo materialista como o nosso onde o sucesso é medido pelo dinheiro que se tem no bolso ou pelas “bênçãos” relacionadas à prosperidade, não é “politicamente correto” experimentar dores e perdas. Na verdade, o cristianismo vivido por alguns não admite sequer sofrimentos.

Nesta manhã, em meu momento devocional lembrei-me de um hino evangélico comumente cantado em milhares de nossos templos por esse “brasilzão” de me Deus:

“Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer,
Oh, seja o que for, Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!
Sou feliz com Jesus,
Sou feliz com Jesus, meu Senhor!
Embora me assalte o cruel Satanás,
E ataque com vis tentações;
Oh! Certo eu estou, apesar de aflições,
Que feliz eu serei com Jesus!
Meu triste pecado, por meu Salvador
Foi pago de um modo cabal!
Valeu-me Senhor, oh, mercê sem igual!
Sou feliz, graças dou a Jesus!
A vinda eu anseio do meu Salvador,
Em breve virá me levar
Ao céu, onde eu vou para sempre morar
Com remidos na luz do Senhor!”

Este hino foi escrito por Horatio G. Spafford (1828-1888).

Meses antes do grande incêndio que atingiu a cidade de Chicago, em 1871, Horatio tinha feito pesados investimentos financeiros em uma área que foi totalmente destruída pelo fogo. Não bastasse esse terrível abalo financeiro, Spafford passou por uma dolorosa perda de um filho. Esta morte trouxe grande sofrimento para toda a família. O piedoso advogado, procurando um tempo de refrigério e descanso, resolveu viajar com a esposa e as 4 filhas para a Europa, onde se encontraria com Moody e Sankey em uma cruzada evangelistica na Inglaterra, em 1873.

Em novembro daquele ano, devido a inesperados compromissos de negócios, Spafford precisou permanecer em Chicago; mas ele enviou sua esposa e as suas 4 filhas conforme já estava programado no navio S.S. Ville du Havre. Sua expectativa era seguir viagem dias depois. No dia 22 de novembro de 1873, o navio sofreu um acidente e naufragou em 12 minutos. Dias depois, os sobreviventes finalmente chegaram em Cardiff, no Pais de Galles, e a senhora Spafford mandou um telegrama ao seu marido:“SALVA, PORÉM SÓ”. As 4 filhas morreram naquele naufrágio. Imediatamente após receber o telegrama da esposa, Spafford tomou um navio e foi ao encontro de sua esposa. Próximo ao local do acidente, Spafford profundamente comovido e sustentado pelo Deus que inspira canções” nas noites escuras, começou a escrever : “ Se paz a mais doce me deres gozar..."

Relato emocionante não é verdade? Sem sombra de dúvidas a felicidade do ponto de vista cristão não está relacionado aos bens ou ao dinheiro que possuimos. Segundo a Bíblia a felicidade se deve ao fato único de que Cristo nos amou morrendo em nosso lugar dando-nos vida eterna. Como é bom saber que o Deus a qual servimos reina soberanamente e que apesar de tudo Ele dever ser louvado. Sem sombra de dúvidas Cristo é o segredo da felicidade!

Bendito seja o seu nome pelo séculos dos séculos, amém.

Soli Deo gloria!
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Site: http://renatovargens.blogspot.com/
Twitter: @renatovargens

Frase para reflexão

quinta, 16 de dezembro de 2010, às 16h 11min

"Como é fácil ser leniente com transgressões que não nos prejudicam; como é fácil ser implacável com vícios que não nos tentam."
Pastor Ricardo Gondim, no Twitter - @gondimricardo

Banda Resgate participará do Congresso True Worshippers, na Inglaterra

quarta, 20 de outubro de 2010, às 10h 56min



A banda formada por Zé Bruno, Hamilton, Dudu Borges, Marcelo "Bassa" e Jorge Bruno estará representando o rock gospel nacional no Congresso True Worshippers na Inglaterra no fim do mês de outubro.

Aproveitando esta passagem por Londres, a banda fará apresentações em outros locais além do congresso. Além disso, Resgate gravará o clipe da música "Jack, Joe and Nancy in the Mall", que faz parte de seu útimo CD chamado "Ainda Não é o Último". O produtor do vídeo clipe será Kako Alves que também fará outros takes para aproveitamento no próximo DVD da banda com previsão de lançamento para 2011.

Confira abaixo a agenda da Banda Resgate em Londres:
30/10 - 19:00 - Kensington Temple / True Worshippers (Kensington Park Road, Notting Hill Gate, London W11 3BY- United Kingdom)
31/10 - 11:00 - Ministério Novo Tempo (Porchester Hall) (Porchester Road " W2 5HS, London " UK, Esquina com a Queensway)
31/10 - 18:00 - Igreja Unção e Vida (47, Station Road - Willesden Junction, Londres- UK- NW10 4UP)

Fonte: Sony Music

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